quarta-feira, 8 de julho de 2009
uma estranha no mundo.
Já haviam me dito que a reflexão aprofundada do cotidiano resulta da falta de ânimo em relação aos fatos correntes da vida ou de uma busca eterna por uma posição no mundo. Essas palavras que, por diversas vezes, foram usadas contra mim, numa tentativa de afirmar que sou apenas uma crítica ao sistema num mundo aparentemente perfeito, ou ainda um alguém cujos passos jamais devem ser ser tomados como rumo para algum lugar, hoje definem precisamente não somente o que sou, mas o que tenho tentado não ser. As longas noites que passei na escuridão de meu quarto filosofando sobre o sentido da existência só me têm revelado que o mundo é imperfeito desde que os primeiros seres humanos surgiram na Terra.
sábado, 21 de março de 2009
você viveria assim para sempre?
''Você viveria assim para sempre?''
Fui pega de surpresa . Foi como se uma verdade assustadora me fosse revelada assim, de um momento para o outro. Não apenas ouvi a frase em cada entonação, mas fui capaz de sentí-la. Uma pancada um pouco forte, admito. E, desnorteada, apenas respondi, com uma voz talvez mais distante do que o normal, e aparentemente ausente de emoções: ''não...''.
Depois, veio a reflexão. Em casa, apaguei a luz e comecei a pensar, enquanto uma música triste tocava repetidas vezes. Após algum tempo, cheguei à conclusão de que a simples análise de valor da minha vida não mudaria a resposta. Eu não viveria desta forma para sempre, de fato. E, o pior: sinto como se estivesse vivendo sempre esperando algo que não faço idéia do que seja. Eu PRECISO esperar, preciso acreditar que um dia tudo será diferente. É quando me pergunto: o que estou fazendo aqui? Talvez esteja apenas seguindo a massa... e seguir a massa não é o que pretendo fazer pelo resto do tempo. Queria fugir, queria muito, mas também não viveria fugindo para sempre. E agora?
Agora é só imprecisão. Vivo como não deveria viver, e sem saber até quando. Certas vezes, sinto-me uma estranha no mundo, e essa forma conturbada com que enxergo a mim mesma traz-me a dúvida: algum dia seria capaz de responder ''sim''? Todas essas regras, toda essa forma como a sociedade é estupidamente organizada... será que um dia eu desejaria seguir eternamente o fluxo? Talvez continue sendo aquela que, no fundo, não quer estar em lugar nenhum. Sou quase uma parte do vento, que vai e volta, sem um destino fixo, sem um suporte qualquer além da certeza de que não há rotina ou leis, de que cada dia é estritamente diferente do outro.
Eu NÃO viveria assim para sempre. Você viveria?
Fui pega de surpresa . Foi como se uma verdade assustadora me fosse revelada assim, de um momento para o outro. Não apenas ouvi a frase em cada entonação, mas fui capaz de sentí-la. Uma pancada um pouco forte, admito. E, desnorteada, apenas respondi, com uma voz talvez mais distante do que o normal, e aparentemente ausente de emoções: ''não...''.
Depois, veio a reflexão. Em casa, apaguei a luz e comecei a pensar, enquanto uma música triste tocava repetidas vezes. Após algum tempo, cheguei à conclusão de que a simples análise de valor da minha vida não mudaria a resposta. Eu não viveria desta forma para sempre, de fato. E, o pior: sinto como se estivesse vivendo sempre esperando algo que não faço idéia do que seja. Eu PRECISO esperar, preciso acreditar que um dia tudo será diferente. É quando me pergunto: o que estou fazendo aqui? Talvez esteja apenas seguindo a massa... e seguir a massa não é o que pretendo fazer pelo resto do tempo. Queria fugir, queria muito, mas também não viveria fugindo para sempre. E agora?
Agora é só imprecisão. Vivo como não deveria viver, e sem saber até quando. Certas vezes, sinto-me uma estranha no mundo, e essa forma conturbada com que enxergo a mim mesma traz-me a dúvida: algum dia seria capaz de responder ''sim''? Todas essas regras, toda essa forma como a sociedade é estupidamente organizada... será que um dia eu desejaria seguir eternamente o fluxo? Talvez continue sendo aquela que, no fundo, não quer estar em lugar nenhum. Sou quase uma parte do vento, que vai e volta, sem um destino fixo, sem um suporte qualquer além da certeza de que não há rotina ou leis, de que cada dia é estritamente diferente do outro.
Eu NÃO viveria assim para sempre. Você viveria?
sábado, 28 de fevereiro de 2009
vida.
Gosto de falar sobre a vida, pois é um tema que abrange diversos outros. Para quem não gosta de passar horas deitado no escuro analisando cada momento já vivido, talvez seja até fácil pensar no sentido da palavra ''vida''. Eu, sinceramente, gostaria muito de não ser o tipo de indivíduo que pensa em tudo sem medo - ou mesmo com muito medo - de se ferir. Pessoas que questionam menos aquilo que as cerca são mais felizes, e isso já foi comprovado por muitos estudos. Eu entendo, mas não consigo ser assim. Sou sensível demais para ter a capacidade de apenas ver, sem desenvolver qualquer tipo de reflexão. Assim, ao analisar profundamente a minha vida, acabo sempre chegando a conclusões nada satisfatórias, conclusões às quais jamais teria chegado se soubesse a hora certa de parar. Mas infelizmente não sei... Meus pensamentos seguem o fluxo de um rio, e, quando percebo, já estou perto demais da cachoeira para fugir da correnteza. Eu caio, e é o tipo de pancada que dói demais.
Estou em um momento filosófico, de fato. Sempre fui assim; às vezes passam dias e dias e ainda estou pensando nos mesmos vagos assuntos. No entanto, acho que dessa vez estou indo longe demais. Pensar dói MESMO. A cada dia descubro uma nova cicatriz, e, assim, chegará um momento em que não mais serei capaz de fugir. Sim, eu fujo, eu sempre fugi... do mundo, das pessoas, da realidade; até o momento em que percebi que, na verdade, fugia de mim mesma. Tudo isso porque a realidade dói demais àqueles que a encaram de frente. Se você não concorda com isso, pode ter certeza de que faz parte dos que viram as costas a ela. Nesse caso, não é a fuga que prevalece, mas a indiferença. é isso que me falta: INDIFERENÇA.
Aos pensadores, a dor da existência; aos cegos, a felicidade...
Estou em um momento filosófico, de fato. Sempre fui assim; às vezes passam dias e dias e ainda estou pensando nos mesmos vagos assuntos. No entanto, acho que dessa vez estou indo longe demais. Pensar dói MESMO. A cada dia descubro uma nova cicatriz, e, assim, chegará um momento em que não mais serei capaz de fugir. Sim, eu fujo, eu sempre fugi... do mundo, das pessoas, da realidade; até o momento em que percebi que, na verdade, fugia de mim mesma. Tudo isso porque a realidade dói demais àqueles que a encaram de frente. Se você não concorda com isso, pode ter certeza de que faz parte dos que viram as costas a ela. Nesse caso, não é a fuga que prevalece, mas a indiferença. é isso que me falta: INDIFERENÇA.
Aos pensadores, a dor da existência; aos cegos, a felicidade...
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
trevas.
Talvez não pareça, mas estou numa fase meio dark. Não só pelo fato de que tenho ouvido mais Iron Maiden do que nunca, mas também porque não paro de pensar em vampiros. Pode parecer estranho a muitas pessoas que alguém pense tanto em seres que não passam de pura mitologia, e eu entendo perfeitamente quem possui essa opinião. Mas, felizmente (sim, felizmente!), não sou adepta do mesmo ponto de vista. Vampiros, para mim, representam algo que já passou muito do plano mitológico. Mas não se preocupem; não sou cara de pau a ponto de falar na lata que acredito plenamente em sua existência. Até porque, de fato, não é exatamente isso. Acho que gosto tanto de vampiros que sinto como se eles estivessem cada vez mais perto de mim, esperando a noite certa para o ataque. É como se eu vivesse rodeada deles, mas eles fugissem de mim por medo de perderem a presa. Mal sabem que jamais perderiam...
Bom, então surge a dúvida: por que gosto tanto de vampiros? Não sei, de fato. Eles são mágicos, misteriosos e fascinantes; possuem uma vitalidade intensa que contrasta perfeitamente com a morbidez de sua tez pálida. Possuem um olhar atraente e todos os seus movimentos são feitos de forma envolvente, como se estivessem sempre tentando seduzir alguém nos mínimos detalhes. Enfim... sou fã desses seres eternos que surgem das sombras. E ainda aguardo o dia em que sentirei uma pontada de dor no pescoço e passarei da vida finita à imortalidade.
Viverei na escuridão e nas trevas, para sempre.
Bom, então surge a dúvida: por que gosto tanto de vampiros? Não sei, de fato. Eles são mágicos, misteriosos e fascinantes; possuem uma vitalidade intensa que contrasta perfeitamente com a morbidez de sua tez pálida. Possuem um olhar atraente e todos os seus movimentos são feitos de forma envolvente, como se estivessem sempre tentando seduzir alguém nos mínimos detalhes. Enfim... sou fã desses seres eternos que surgem das sombras. E ainda aguardo o dia em que sentirei uma pontada de dor no pescoço e passarei da vida finita à imortalidade.
Viverei na escuridão e nas trevas, para sempre.
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